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Historiografía latinoamericana |
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RESPONDENDO A HISTORIOGRAFIA LATINOAMERICANA
Prezado colega Luis Cortese,
Antes de mais nada gostaria de dizer que o assunto América
Latina tem sido pouco recorrente na história do meu país. Desta
forma os limites da minha contribuição são evidentes no
contencioso de estranhamentos que marcam a nossa trajetória em
relação as demais nações do continente as quais, com raras
exceções, viramos as costas durante muito tempo. Nossa
intelectualidade, Academia, assim como os segmentos políticos
democráticos e populares habitualmente despriorizaram estas
questões preferindo estudar e/ou buscar modêlos na Europa e
América do Norte, mesmo que em muitos casos aculturados.Desta
forma entramos com atraso no terreno das discussões
comparativas, no estabelecimento de similitudes e diferenças das
sociedades latinomaricanas, no debruçamento sobre o nosso
passado e na procura de elementos identitários, tão necessários
para aproveitar o rico momento que estamos vivendo para
reinventar nossa atual sociedade e seus projetos políticos em
crise.
Lí com atenção a sua mensagem em resposta a colega Rosalinda
Rodriguez onde admite parâmetros diferentes para analise e
interpretação do México e Argentina.Confesso não estar tão
preocupado neste momento em buscar as pectos comuns ou formular
juizos universais com a experiência do nosso sofrido
continente.Acho que Leopoldo Zea e Milton Santos acertam quando
afirmam que não será possível alcançar uma verdadeira
universalidade sem contemplar o particular latinoamericano.
Nesse sentido a nossa aproximação, e, como você observa ,o
dialogo das diferentes culturas existentes no continente,
colocam-se como essenciais para aqueles que, especialmente para
nós brasileiros, são novos tempos.
Franklin Oliveira Jr.
Universidade Católica do Salvador
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