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Amigos,
A manera de saludo a las lúcidas palabras de Guillermo de los Hoyos
en su mensaje HI. Chávez 165 envío un poema del brasileño Carlos
Drummond de Andrade (1902-1987).
MÃOS DADAS
Carlos Drummond de Andrade
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Alberto Moby Ribeiro da Silva
Doctor em Historia por la Universidad Federal Fluminense – Río de
Janeiro
Profesor en los cursos de Psicología y Pedagogía de la Universidad
Estácio de Sá (UNESA) – Río de Janeiro
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