Seminario "on
line"
Sesión del 21 de enero de 2002 (18:00 horas)
Seminario: "A Historiografia, o Ensino da História e a Memória
Histórica em Portugal. Do Estado Novo aos tempos actuais"
Informa: Luis Reis Torgal (Universidad de Coimbra, Portugal)
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A Historiografia, o Ensino da História e a Memória Histórica em Portugal. Do Estado Novo aos tempos actuais |
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TRANSCRIPCIÓN DE LAS PREGUNTAS Y DE LAS RESPUESTAS VIA CHAT DEL PROF. LUIS REIS TORGAL, DE LA UNIVERSIDAD DE COIMBRA, DESDE SANTIAGO DE COMPOSTELA, EL DÍA 21 DE ENERO DE 2002, DE 18 A 19 HORAS (ESPAÑA). Estimado Prof. Torgal, conozco algo de su último trabajo con el cine. Cree que una fuente de ficción puede ser útil para una disciplina como la historia? Y si, sí lo cree, en qué medida? Leonardo García. Universidad de Salamanca Com certeza que o cinema, mesmo o cinema de ficcion (de algum modo o documentario também é ficcion), pode ser considerado como fonte historica. Se conhece o meu livro poderá verificar isso. A ficion é afinal uma representacao que tem como base a "realidade histórica", nem que a pretenda desconstruir ou esquecer. Assim, verifiquei que o cinema do tempo de Salazar e Marcelo Caetano, ou seja, durante o Estado Novo, acompanhou as linhas de desenvolvimento dos valores do Estado e da oposicao ao regime. Continuo a analisar o cinema de ficcion desta forma, para além do Estado Novo. Por isso escrevi recentemente um artigo de análise de um filme de uma jovem cineasta, Raquel Freire, sobre a questao do Poder em relacao com o Saber, que corresponde a uma ficcion sobre a Universidade neste inicio do seculo, bem diferente da visao mitológica da Universidade dos anos 40, que se encontra num filme portugues, intitulado "Capas Negras" (1947). Quisiera hacerle dos preguntas. 1) no cree que muchos historiadores antopen su compromiso personal con un partido o unas ideas a su labor como intelectual?/ 2) Qué opinión tiene ante el compromiso Vd.? Alfredo Rodriguez Profesor Secundaria Albacete 1. Poderei concordar que tal se verificou e pode mesmo verificar-se ainda hoje em certos países. Conheci a historiografia da Uniao Sovietica antes da "Perestroika" e sempre a entendi como uma historigrafia ao servico de uma causa política. E o mesmo se verifica ainda hoje em alguns países da América Latina. Mas, felizmente, esta historiografia ideológica ou "ideologia historiográfica" - que analisei no meu livro "História e Ideologia" (Coimbra, Minerva, 1989)- está cada vez mais desctualizada. 2. O meu compromisso de historiador é um compromisso com a "ciencia" (embora nao a entenda sob a forma de uma objectividade ingénua). Desta forma, estou a ter tambem um compromisso com a sociedade. Ao procurar ser "cientista da historia" tenho a ideia que estou a formar cidadaos. Mas, atencao, nunca entendi nem entenderei que o historiador esta para alem da ideologia. Ela faz parte da sua formacao intelectual e participa da sua interpretacao da Historia. De qué escuela histórica se siente más próximo? Raul Milo. Universidad Gerona Confesso que nao sei. Fui sempre um "historiador interpretativo" e recusei sempre o narrativismo. Por outro lado, se recusei o que se chamava a "historia nova" como uma especie de "quinta esencia" da metodologia (talvez tenha sido dos primeiros historiadores portugueses a escrever, na Revista de Historia das Ideias, que dirijo ha cerca de 20 anos, um artigo em que me interrogava sobre a "Historia Nova"), o certo é que nao recuso nem nunca recusei o seu valor no sentido criativo. Devolvo-lhe a pergunta, pedindo que um dia me interprete e que diga qual (quais) a(s) "escola histórica(s)" de que estou mais próximo. Conoce el manifiesto historiográfico de "Historia a Debate"? Cual es su opinión del mismo. Israel Sanmartin IEGPS Acabei de o ler. Considero um manifesto inteligente e aberto. Acima de tudo repoe a necessidade de nos interrogarmos sobre o sentido da historia como realidade ontologica e epistemologica, num tempo em que ninguem parece interessado em interrogar-se sobre estes temas. Como director da Revista de História das Ideias sugeri, como os meus colegas Fernando Cartroga e Rui Martins, o tema do próximo número "História e Verdade(s)". De alguma forma ele será, com certeza, uma resposta ao repto do manifesto de "Historia a debate". no es la ficción una narratividad? R. Milo Sem dúvida. Tenho perguntado aos meus colegas que defendem a "história narrativa" ou a "história política" (para empregar a expressao mais corrente e que foi utilizada por uma historiadora portuguesa - o título da sua obra é qualquer coisa como "Apologia da História Política")se, na verdade, esse narrativismo nao é, na verdade, mais ficcionista do que a "historia interpretativa". De resto a pergunta foi feita com rara inteligencia por um escritor portugues do seculo XIX, Eca de Queiros, a historiador narrativista, Oliveira Martins. Como vê, a questao é velha e penso que voltar ao narrativismo como paradigma é voltar para tras, o que nao siginifica que o historiador tambem nao tenha necessidade de narrar. Un saludo desde salamanca, Doctor Reis Torgal y una cuestión sobre los procedimientos históricos de enseñanza a tarvés de las nuevas tecnologías. Hoy día existe el debate sobre tecnología versus humanismo. ¿Cree usted que esto es así? Cómo apoyar las nuevas formulaciones del aprendizaje de la historia, sin olvidar que la historia es esencial en la formación de personas éticas y comprometiadas. Mercedes Samaniego Boneu. Um grande abraco para ti Mercedes. Julgo que é um falso problema esta questao da tecnologia versus humanismo. Com sabes sou coordenador de um centro interdisciplinar que pretende fazer a ponte entre os dois pólos e pertenco a um Instituto Interdisciplinar de Investigacao que, em boa hora, se criou em Coimbra, o qual agrupa quase todos os centros de investigacao ali existentes. No capitulo da educacao ou do ensino da história, nao ponho de parte a importância das novas tecnologias do ensino. Mas as novas tecnologias sao apenas um meio de comunicacao ou uma ferramenta ao servico da investigacao. Por isso ha que recusar as novas tecnologias como panaceia. A ciência é muito mais do que isso... Obrigado a todos pelas vossas perguntas e pela leitura das respostas. E desculpem a minha escrita do Portugues, em que faltaram alguns acentos ou outros sinais. Temos de encontrar um computador que escreva bem todas as línguas. Fico ao vosso dispor, mas nao abusem das perguntas porque, caso contrario, nao tenho tempo para investigar.E um historiador é acima de tudo um investigador. Nao é verdade? Um grande abraco Luís Reis Torgal lrtorgal@netcabo.pt Muchas gracias por la respuesta. Me encantaría cambiar impresiones sobre el Centro interdisciplinar que dirige. A primeros de marzo estaremos en Coimbra y podremos cambiar impresiones sobre el valor de la historia hoy en este mundo en que -estoy de acuerdo- la tecnología puede ser una herramienta de la investigación, pero no la panacea, como usted inteligentemente señala. Mercedes Samaniego Con esto damos por terminado el seminario "on line". HaD.
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