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Em sua nova edição, a Revista Cantareira dá
prosseguimento ao processo de renovação do conselho
editorial iniciado em seu número passado. Porém, tendo em
vista o inexplorado potencial de intercâmbio acadêmico
possibilitado pela web, a Revista Cantareira realiza uma
importante inovação na realização desse processo. Com o
objetivo de dinamizar e estimular o fluxo de conhecimento e
o intercâmbio entre diferentes departamentos do país,
inauguramos, a partir deste número, novas formas de parceria,
visando divulgação mútua e o estímulo à produção acadêmica,
através da garantia de um espaço renomado para veiculação da
mesma. Desse modo, dou as boas-vindas aos nossos editores
correspondentes dos departamentos de história da UFPR e da
UNIOESTE, e lanço o convite a todos os interessados em nos
acompanhar nessa nova empreitada.
Neste número, mantendo a variedade e a
qualidade de nosso material publicado, temos o interessante
trabalho de Edison Minami, relativo aos estudos de História
e Religião, sobre atuação dos Franciscanos da Reconciliação
em São Paulo. Temos, também, o excelente artigo de Raquel
Sousa Lima, onde é realizada apurada análise teórica da
construção do conceito de cultura em
Edward P. Thompson e Raymond Williams. Segue o esforço de
análise da memória em torno do caso do fechamento da Panair
do Brasil, de responsabilidade de Alejandra Saladino, e
encerrando nossa seção de artigos, o estudo de Hagaides de
Oliveira sobre a colônia de pescadores Z 13, de Guairá,
Paraná, no campo da História Ambiental. Flávia Copio Esteves
divulga sua pesquisa, em nota prévia, sobre cinema,
história e relações de gênero através do estudo da obra de
Ana Carolina, enquanto também temos a resenha sobre o
clássico de Marc Bloch, "Reis Taumaturgos", de autoria do
graduando Tarcísio de Souza Gaspar, realçando o caráter com
o qual nossa publicação foi idealizada: constituir-se em
oportunidade para que sejam dados os primeiros passos de uma
carreira acadêmica através da publicação discente.
E com muito orgulho que, principalmente,
anuncio a publicação de nossa primeira entrevista
internacional, com o coordenador da rede virtual e
internacional de debates historiográficos, Historia a
Debate, e professor titular de História Medieval da
Universidade de Santiago de Compostela, Carlos Barros. Ao
nosso ilustre entrevistado agradeço sinceramente a presteza
e a simpatia demonstradas ao longo de nossos contatos para a
realização da entrevista.
Boa leitura,
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